A estudante do último ano da Graduação em Fisioterapia do Ensino Einstein, Juliana Picchi Kappaum, viveu recentemente uma experiência acadêmica internacional voltada à Pesquisa na La Trobe University, em Melbourne, na Austrália.
A oportunidade surgiu a partir de um projeto de Iniciação Científica desenvolvido durante a Graduação no Einstein. A iniciativa levou a estudante a conquistar uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e abriu portas para um período na universidade australiana, como desdobramento do trabalho de Pesquisa iniciado no Brasil.
A aluna conta que o interesse pela Pesquisa começou ainda nos primeiros anos da formação, incentivado pela própria dinâmica acadêmica do Einstein. Assim, ela buscou orientação de um Docente para desenvolver seu projeto, o que foi fundamental para sua evolução.
“O Einstein sempre incentiva muito todo mundo a fazer Iniciação Científica, para que possamos ter embasamento científico na nossa prática”, afirma.
Pesquisa científica desde a Graduação
O projeto desenvolvido por Juliana, ainda em andamento, investiga a relação entre dor musculoesquelética, qualidade do sono e prática de atividade física. A pesquisa analisa dados de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo pessoas com dor lombar crônica e osteoartrite.
O estudo busca compreender como a dor se relaciona com a qualidade do sono desses pacientes e qual o impacto da atividade física nesse contexto.
Segundo a estudante, os resultados apontaram uma associação entre dor musculoesquelética e pior qualidade do sono. Por outro lado, a prática regular de atividade física mostra-se um fator importante para reduzir esse impacto.
“A gente viu que existe uma associação entre o paciente ter dor e ter uma baixa qualidade de sono. Mas quando ele mantém uma prática de atividade física, essa relação deixa de existir e a qualidade de sono melhora”, explica.
Para Juliana, experiências como a Iniciação Científica ajudam a compreender o papel da produção de conhecimento na área da saúde.
“Na minha visão, a gente faz Pesquisa para buscar as melhores evidências e colocar isso em prática no atendimento ao paciente. Não faz sentido um sem o outro”, reforça.
A ponte para a experiência internacional
O projeto desenvolvido no Brasil abriu o caminho para a experiência internacional. A partir do contato entre seu Orientador e um Pesquisador brasileiro que atua na La Trobe University, foi possível criar uma proposta de trabalho conjunto.
A estudante acompanhou atividades do centro de pesquisa da universidade australiana, referência em estudos na área de Fisioterapia Esportiva.
“Lá eles tinham um projeto de longo prazo com corredores e a gente tentou entender como o sono influencia a performance, o volume de corrida e a recuperação desses atletas”, conta.
Para a estudante, o contato com um ambiente acadêmico internacional ampliou sua compreensão sobre as possibilidades da Pesquisa Científica.
“Ter essa experiência em um centro que é focado em Pesquisa abriu muito os meus olhos. Eu pude ver tudo o que é possível fazer dentro da área”, afirma.
Impactos acadêmicos e pessoais

A experiência na Austrália foi a primeira viagem internacional de Juliana e representou também um importante aprendizado pessoal.
“Foi a primeira vez que saí do Brasil. Tive que aprender a me virar sozinha, falar inglês no dia a dia e lidar com tudo isso. Foi uma experiência incrível, tanto pessoalmente quanto profissionalmente”, relata.
Segundo ela, o período no exterior despertou um interesse mais profundo pela carreira científica, algo que, inicialmente, não fazia parte de seus planos.
“No começo, a ideia era muito mais viver um intercâmbio. Mas depois dessa experiência, comecei a pensar em seguir na Pesquisa também como carreira”, diz.
Ao mesmo tempo, Juliana ressalta que a Pesquisa e a prática clínica são caminhos complementares na formação do Fisioterapeuta.
“Mesmo que a pessoa não siga na Pesquisa, entender como ela funciona é fundamental. É isso que ajuda a levar para a prática aquilo que realmente tem evidência científica”.
Formação que integra ciência e prática
Para a estudante, o estímulo à Pesquisa e às experiências práticas desde o início da Graduação foi essencial para sua trajetória acadêmica.
Segundo ela, a formação no Einstein incentiva os alunos a participarem ativamente de projetos, estágios e discussões acadêmicas desde os primeiros meses de curso.
“Não é só ter aula. Desde o começo existem oportunidades para acompanhar profissionais nos mais variados setores do Einstein, participar de projetos e buscar novas experiências. Nossos professores também são incríveis”, afirma.






